O que é Criptoeconomia? Um resumão para ficar por dentro
PUBLICADO EM 4 de julho de 2022
POR cptnadm
Falar de cripto é ter a certeza de que tem muito pano pra manga – mas a gente vai dar um jeitinho de contar, neste artigo, os principais pontos que você precisa saber.
Não dá pra negar: tá todo mundo falando de criptomoeda pra lá e pra cá na internet. E, se você chegou até aqui, é porque provavelmente cansou de boiar no assunto e está se perguntando o que é criptoeconomia, certo?
“Pô, noias, mas é muito complicado!”
A gente entende: o universo cripto tem um monte de detalhe que, pra ser bem honesto, a gente só aprende quando entra no jogo. Mas a verdade é que estar informado antes de se movimentar em qualquer tipo de investimento é lei se você não quer perder grana – e, ultimamente, não é todo mundo que tem muita sobrando por aí pra se dar esse luxo.
Bitcoin, blockchain, Ethereum ou mineração parecem grego pra você? Não tema! Os criptonoias estão aqui pra explicar o que você precisa saber pra começar a investir em cripto – ou pelo menos pra não passar vergonha enquanto seus amigos e amigas conversam sobre o assunto.
Chega mais!
Começando pelo começo: o que são criptomoedas?
O termo mais básico para quem está começando a entender mais sobre criptoeconomia é criptomoeda. As criptomoedas são moedas digitais, sustentadas por sistemas criptográficos que permitem pagamentos virtuais seguros sem o uso de intermediários (ou terceiros, como bancos).
“Cripto” refere-se aos vários algoritmos e técnicas de criptografia que protegem essas moedas e transações relacionadas, como criptografia de curva elíptica, chaves público-privadas e funções de hash.
As criptomoedas são mais comumente compradas em exchanges de criptomoedas ou trocadas em transações ponto-a-ponto (peer-to-peer, ou P2P). Mas atualmente, nem todos os sites de comércio eletrônico permitem compras usando criptomoedas (sim, nós, criptonoias, somos o futuro, caras). De fato, mesmo as populares como Bitcoin, dificilmente são usadas para transações de varejo.
No entanto, sua valorização as tornou um ótimo tipo de investimento – além, é claro, de serem um método top para fazer transferências para outros países, ou para o mesmo, sem ter que pagar taxas.
Em segundo lugar: o que diabos é blockchain?
Aqui, a gente explica tintim por tintim o que é blockchain – mas, se você tá com preguiça, bora para mais um resumão dos noias:
Como o nome indica, blockchain é essencialmente um conjunto de blocos conectados, ou uma espécie de livro-razão online. O que acontece nele?
- Cada bloco contém um conjunto de transações que foram verificadas independentemente por cada membro da rede;
- Cada novo bloco gerado deve ser verificado por cada nó antes de ser confirmado, tornando quase impossível forjar históricos de transações.
Especialistas dizem que a tecnologia blockchain pode atender a vários setores, como empresas de suprimentos, e até processos como votações online e crowdfunding. Até mesmo algumas instituições financeiras tradicionais já estão testando o uso da tecnologia blockchain para reduzir os custos de transação, simplificando o processamento de pagamentos. Ou seja: é o futuro!
Tipos de criptomoeda
A gente também já contou pra vocês tudo que você precisa saber sobre o Bitcoin – mas a verdade é que ele não é a única criptomoeda a ganhar adeptos por aí!
Sim: se você pesquisar por aí, vai entender que o Bitcoin é a criptomoeda mais popular e valiosa atualmente. Afinal, ela foi a pioneira, e a fama acaba fazendo bastante sentido! Entretanto, já existem milhares de criptomoedas presentes no mercado hoje.
O negócio é que cada criptomoeda afirma ter uma função e especificação diferente. Por exemplo, o Ether, da Ethereum, se comercializa como “gás” para a plataforma de contratos inteligentes. Já o XRP, da Ripple, é usado pelos bancos para facilitar as transferências entre diferentes localidades.
Algumas das chamadas “altcoins” são clones ou versões diferentes do Bitcoin, enquanto outros são novas moedas que foram construídas do zero. Elas incluem:
- Solana;
- Litecoin;
- Ethereum;
- Cardano;
- EOS;
- Dentre outras.
Em novembro de 2021, o valor agregado de todas as criptomoedas existentes atingiu mais de US$ 2,1 trilhões – e só o Bitcoin representava aproximadamente 41% desse valor total. Doido, né?
Tá, mas… a criptoeconomia é legalizada?
As moedas tradicionais são reguladas pelo governo, mas as criptomoedas não são reguladas por nenhuma entidade – nem pública, nem privada. Por isso, sua legalidade acaba variando muito ao redor do mundo.
- Por aqui pelo Brasil, por exemplo, a Câmara aprovou, em dezembro do ano passado, um projeto de lei que regula criptomoedas no Brasil – o PL 2303/15, do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade/RJ).
- A Receita Federal brasileira já publicou, em 2019, a Instrução Normativa 1888 (IN 1.888) que traz definição legal de criptoativos na jurisdição brasileira. Segundo o documento, ele é:
“a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal.”
- Além disso, a Receita Federal estabeleceu uma regulamentação sobre Ganho de Capital em operações que envolvem criptomoedas, e apenas as operações que ultrapassarem R$ 35 mil no mês estão sujeitas à incidência de impostos.
- Ao mesmo tempo, em dezembro de 2021, El Salvador era o único país do mundo a permitir o Bitcoin como moeda legal para transações monetárias.
Mas ainda é tudo muito variável!
Quais as vantagens da economia cripto?
Menos propensão a falhas. Como a gente já falou muito por aqui, as criptomoedas representam um novo paradigma que descentraliza o dinheiro. Isso significa que, em seu sistema, intermediários como bancos e instituições monetárias não são necessários. Assim, é eliminada a possibilidade de um único ponto de falha acabar desencadeando problemas gigantescos – como em 2008, quando o Lehman Brothers quebrou e causou uma crise que afetou o mundo inteiro.
Transferências diretas. As criptomoedas facilitam a transferência de fundos diretamente entre duas partes, sem a necessidade de bancos, cartões de crédito ou qualquer coisa do tipo. Essas transações são garantidas pelo uso de chaves públicas e chaves privadas e diferentes formas de sistemas de incentivo, como prova de trabalho (PoW) ou prova de participação (PoS). Isso torna tudo mais seguro e econômico – já que você se livra de taxas abusivas. Top, né?
Velocidade da luz, parças. Como não se usa intermédio de terceiros, as transferências de criptomoedas entre duas partes são mais rápidas em comparação com as transferências de dinheiro padrão. Até mesmo empréstimos são mais rápidos – e utilizam outras garantias, claro.
Money, money: os investimentos em criptomoedas podem gerar lucros bem atrativos. O mercado de cripto disparou em valor na última década, chegando a quase US$ 2 trilhões. Em 20 de dezembro de 2021, o Bitcoin foi avaliado em mais de US$ 862 bilhões nos mercados de criptomoedas. E quem não quer uma fatiazinha disso?
Sem fronteiras. Transações sem impostos e taxas de câmbio entre países diferentes são uma realidade com a criptoeconomia. A moeda fiduciária (comum) é convertida em Bitcoin (ou outra criptomoeda), transferida além-fronteiras e, posteriormente, convertida para a moeda fiduciária de destino. Este método agiliza o processo de transferência de dinheiro e o torna mais barato.
E as desvantagens?
Anônimas, mas nem tanto. Embora afirmem ser uma forma anônima de transação, as criptomoedas são, na verdade, rastreáveis. Eles deixam um rastro digital que agências como o Federal Bureau of Investigation (FBI) podem decifrar. Isso abre possibilidades de governos ou autoridades federais rastrearem as transações financeiras de cidadãos comuns.
Atividades questionáveis. Por se dizerem anônimas, a criptoeconomia se tornou uma ferramenta popular entre criminosos – como forma de fazer lavagem de dinheiro e compras ilícitas. O caso Dread Pirate Roberts, que administrava um mercado para vender drogas na deep web, já é um exemplo bastante conhecido. As criptomoedas também se tornaram as favoritas dos hackers que as usam para atividades de ransomware. Nem tudo são flores.
É para poucos. Em teoria, as criptomoedas devem ser descentralizadas e sua riqueza distribuída entre muitas partes em uma blockchain. Na realidade, a propriedade é altamente concentrada. Por exemplo, um estudo do MIT descobriu que apenas 11 mil investidores detinham cerca de 45% do valor crescente do Bitcoin.
Qualquer um pode minerar? Outro conceito comum da criptoeconomia é que “qualquer pessoa” pode minerar moedas usando um computador com conexão à Internet. Mas isso também é só em teoria: a atividade requer tanta energia que a mineração se concentra, normalmente, entre grandes empresas cujas receitas chegam a bilhões de dólares. De acordo com um estudo do MIT, 10% dos mineradores respondem por 90% de sua capacidade de mineração.
Nem todo o processo é seguro. Embora as blockchains de criptomoedas sejam altamente seguras, outros repositórios de criptomoedas, como exchanges e carteiras, podem ser invadidos. Aí é foda, né? Tem que ter muito cuidado com cada passo dado nesse rolê.
Entendeu um pouco melhor como funciona esse rolê todo de criptoeconomia? A gente sabe: não é fácil, e tem um monte de detalhe pra entender no caminho. Mas uma coisa é certa: se informar já não é uma opção. Conta aqui para a gente o que cê achou do conteúdo e o que mais você quer ver por aqui.