O que é blockchain? Entenda tudo sobre o termo
PUBLICADO EM 1 de abril de 2022
POR cptnadm
“Comecei a ler sobre Bitcoin, falaram sobre blockchain e eu não faço ideia do que seja isso.” Vish, esse é um problema mais comum do que você imagina! Aqui, a gente explica.
Não dá para dizer que é fácil entender o universo das criptomoedas! Por exemplo: você já deve ter procurado artigos e mais artigos sobre o assunto – e ao abrir, você se depara com um monte de termos que nunca ouviu falar na vida, como blockchain. Ih, complicado, né?
Mas não tema: a gente tá aqui para descomplicar para você!
Uma blockchain é basicamente um banco de dados compartilhado entre os nós de uma rede de computadores. É tipo um livro-razão, mas que armazena informações eletronicamente. Blockchains são mais conhecidas por seu papel chave em sistemas de criptomoedas, como Bitcoin – afinal, são eles que mantêm um registro seguro e descentralizado de transações.
A inovação da blockchain é que ela garante a fidelidade e segurança de um registro de dados e gera confiança sem a necessidade de terceiros, como bancos ou instituições financeiras de um modo geral.
Mas essa aí é só a ponta do iceberg! Vem com a gente que vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre blockchains e seu funcionamento nas criptomoedas.
Resumidamente, blockchain é…
…um tipo de banco de dados compartilhado e imutável, que registra transações e ativos. Ele é diferente de um banco de dados típico, pois armazena dados em blocos que são vinculados por meio de criptografia. E dizemos mais:
- À medida que novos dados chegam, eles são inseridos em um novo bloco. Uma vez que é preenchido com dados, ele é encadeado no bloco anterior, o que torna os dados encadeados em ordem cronológica.
- Diferentes tipos de informações podem ser armazenados em uma blockchain, mas o uso mais comum até agora tem sido como um livro de transações em criptomoedas.
- No caso do Bitcoin, a blockchain é usada de forma descentralizada para que nenhuma pessoa ou grupo tenha controle. Ela é controlada de maneira coletiva pelo grupo.
- Quando dizemos que uma blockchain é imutável significa que os dados inseridos nela são irreversíveis. Para Bitcoin, isso significa que as transações são gravadas permanentemente e visíveis para qualquer pessoa, não podendo ser apagadas do sistema.
Uma curiosidade: a tecnologia Blockchain foi desenhada pela primeira vez em 1991 por Stuart Haber e W. Scott Stornetta, dois matemáticos que queriam implementar um sistema onde os carimbos de data e hora dos documentos não pudessem ser adulterados.
Como funciona uma blockchain?
Conhecidas como uma tecnologia de contabilidade distribuída (DLT), o objetivo da blockchain é permitir que informações digitais sejam gravadas e distribuídas, mas não editadas. Sendo assim, uma blockchain é a base para livros contábeis imutáveis ou registros de transações que não podem ser alterados, excluídos ou destruídos. Afinal, malandro é malandro, mané é mané, e a gente quer é segurança.
Desde 2009, quando o Bitcoin teve seu glorioso início, o uso de blockchains explodiu através da criação de várias criptomoedas, aplicações financeiras descentralizadas (DeFi), tokens não fungíveis (NFTs) e contratos inteligentes.
Mas a gente ainda pode ir mais a fundo.
Descentralização da blockchain: uma vantagem e tanto
Imagine que uma empresa possui servidores com milhares de computadores usados para manter um banco de dados, que contém todas as informações de seus clientes. Eles ficam em um mesmo depósito, sob o mesmo teto. Mas e aí:
O que acontece se a eletricidade cair?
E se a conexão com a internet for cortada?
E se alguém apagar tudo ou resolver botar fogo no lugar?
Em qualquer caso, todos os dados são perdidos ou corrompidos.
E aí entra uma das principais vantagens da blockchain: ela permite que os dados contidos em seu banco sejam distribuídos entre vários nós de rede em vários locais diferentes. Isso não apenas cria redundância, mas também mantém a fidelidade dos dados armazenados nele – se alguém tentar alterar um registro em uma instância do banco de dados, os outros nós não serão alterados e, portanto, impedirão que um agente mal-intencionado o faça.
Se um usuário alterar o registro de transações do Bitcoin, todos os outros nós fariam referências cruzadas entre si e identificariam facilmente o nó com as informações incorretas. Este sistema ajuda a estabelecer uma ordem exata e transparente dos eventos. Dessa forma, nenhum nó dentro da rede pode alterar as informações contidas nela.
Informação importante aqui: para validar novas entradas ou registros em um bloco, a maioria do poder de computação da rede descentralizada precisaria concordar com isso. Para evitar que maus atores validem transações ruins ou gastos duplos, as blockchains são protegidas por um mecanismo de consenso, como prova de trabalho (Proof of Work, ou PoW) ou prova de participação (Proof of Stake, ou PoS). Esses mecanismos permitem o acordo mesmo quando nenhum nó único está no comando.
Blockchains e transparência
Por ser descentralizada, todas as transações registradas em uma blockchain podem ser visualizadas de forma transparente por meio de um nó pessoal ou usando exploradores de blockchain – que permitem que qualquer pessoa veja as transações ocorrendo ao vivo. Cada nó tem sua própria cópia da cadeia, que é atualizada à medida que novos blocos são confirmados e adicionados.
Isso significa que, se você quiser, poderá rastrear o Bitcoin onde quer que ele vá.
Obviamente, os registros armazenados na blockchain do Bitcoin, e na maioria das outras também, são criptografados. Isso significa que apenas o proprietário de um registro pode descriptografá-lo para revelar sua identidade (usando um par de chaves pública-privada). Como resultado, os usuários de blockchains podem permanecer anônimos, preservando a transparência.
Show de bola, né?
Então a blockchain é segura?
A tecnologia blockchain pode ser considerada segura e confiável por uma penca de motivos:
Para começar, os novos blocos são sempre armazenados de forma linear e cronológica. Ou seja, eles sempre são adicionados no final da blockchain. Depois que um bloco foi adicionado lá, é extremamente difícil voltar e alterar o conteúdo do bloco, a menos que a maioria da rede tenha chegado a um consenso para fazer isso.
Isso porque cada bloco contém seu próprio hash, juntamente com o hash do bloco anterior, bem como o carimbo de data e hora que já mencionamos. Os códigos hash são criados por uma função matemática que transforma a informação digital em uma sequência de números e letras. Se essas informações forem editadas de alguma forma, o código de hash também será alterado.
Digamos que um hacker, que também executa um nó em uma rede blockchain, queira alterar um bloco e roubar criptomoedas. Se eles alterassem sua própria cópia única, ela não se alinharia mais com a cópia de todos os outros. Quando todos os outros cruzarem suas cópias entre si, eles veriam essa cópia se destacar e a versão desse hacker seria descartada como ilegítima.
Para conseguir fazer isso, o hacker teria que controlar e alterar simultaneamente 51% ou mais das cópias do blockchain. Tal ataque também exigiria uma imensa quantidade de dinheiro e recursos, pois ele precisaria refazer todos os blocos – já que agora teriam carimbos de hora e códigos de hash diferentes.
Ou seja: a não ser que você seja um bilionário ou tenha a mente mais genial do universo, você não tem como hackear uma blockchain.
Como as blockchains são usadas?
Como a gente já explicou, os blocos na blockchain do Bitcoin armazenam dados sobre transações monetárias. E não é só ele: hoje, existem mais de 10 mil outros sistemas de criptomoedas rodando em blockchain.
Mas acontece que o blockchain também é uma maneira confiável de armazenar dados sobre outros tipos de transações.
Algumas das empresas que já incorporaram blockchain para seus registros incluem Walmart, Pfizer, AIG, Siemens, Unilever e muitas outras. Ele pode ser utilizado por companhias de tecnologia, sistemas de saúde, governos… O céu é o limite, nesse caso.
Diferença entre uma blockchain privada e uma blockchain pública
Uma blockchain pública, também conhecida como blockchain aberta ou sem permissão, é aquela em que qualquer pessoa pode ingressar na rede livremente e estabelecer um nó. Devido à sua natureza aberta, essas blockchains devem ser protegidas com criptografia e um sistema de consenso como prova de trabalho (PoW).
Já uma blockchain privada ou com permissão, por outro lado, exige que cada nó seja aprovado antes de ingressar. Como os nós são considerados confiáveis, as camadas de segurança não precisam ser tão robustas quanto para os públicos.
O que esperar num futuro para as blockchains?
Com muitas aplicações práticas para essa tecnologia já sendo implementadas e exploradas, a blockchain está finalmente se destacando em grande parte por causa do Bitcoin e das criptomoedas. O termo já está na ponta da língua de todos os investidores mais espertos, e, para a maioria, significa tornar as operações comerciais e governamentais mais precisas, eficientes, seguras e baratas, com menos intermediários.
À medida que nos preparamos para entrar na terceira década da blockchain, não é mais uma questão de saber se as empresas vão pegar a tecnologia – é uma questão de quando. Hoje, vemos uma proliferação de NFTs e a tokenização de ativos. Acreditamos que, em pouco tempo, ela vai ser um consenso. Estamos só começando.
E aí, curtiu saber mais sobre as blockchains? Ficou com alguma dúvida? Deixa aí seu comentário!