O que é Bitcoin? Tudo o que você precisa saber antes de investir
PUBLICADO EM 1 de abril de 2022
POR cptnadm
O Bitcoin já nem é novidade, mas sua popularização tem deixado muita gente intrigada – e com vontade de investir. Vem entender mais sobre o assunto do momento!
O Bitcoin (BTC) agora é pop e, se você ainda não sabe o que ele é ou como investir nele, já está na hora de aprender. Criado em 2008 (mas lançado apenas em 2009), ele é a primeira criptomoeda do mundo – e, embora a identidade de seus idealizadores ainda seja um mistério até hoje, seu uso tem sido cada vez mais disseminado pela web.
É mais do que isso, na verdade: o Bitcoin é o responsável por uma verdadeira revolução financeira e digital.
Mas se você está a fim de entrar nessa onda e investir na criptomoeda mais popular da atualidade, tem que ficar de olho para não cair em nenhuma cilada. Aqui, a gente explica o que é o Bitcoin e os principais pontos que você precisa saber para aplicar seu dinheiro com sucesso.
Afinal, o que é Bitcoin?
Bitcoin (BTC) é uma moeda digital descentralizada, criada a partir das ideias apresentadas em um white paper pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto (que, até hoje, ninguém sabe quem é). Ele promete taxas de transação mais baixas do que os mecanismos tradicionais de pagamento online, mas está longe de ser só isso.
O Bitcoin é conhecido como a primeira criptomoeda porque seu sistema usa criptografia para manter a segurança. Eles não existem fisicamente, apenas no formato de saldos mantidos em um livro público, conhecido como blockchain, ao qual todos têm acesso transparente. Todas as transações de Bitcoin são verificadas por meio de um processo conhecido como “mineração”
Essa criptomoeda não é emitida ou apoiada por nenhum banco ou governo, e, apesar de não ser oficializada na maior parte do mundo, o Bitcoin é muito popular. Todo esse movimento iniciado por Nakamoto, que buscava “um novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer-to-peer, sem terceiros confiáveis”, desencadeou o lançamento de centenas de outras criptomoedas, coletivamente chamadas de altcoins.
Ao contrário das moedas tradicionais, o Bitcoin é criado, distribuído, negociado e armazenado com o uso de um sistema de contabilidade descentralizado.
Ainda tá confuso? Vamos explicar melhor esses conceitos!
Entendendo o Bitcoin e blockchain
O sistema Bitcoin funciona em torno de uma rede de computadores interconectados, também chamados de nodes (nós) ou miners (mineradores). Os participantes da rede basicamente rodam o programa Bitcoin Core, que é um software de verificação das regras da rede, Eles executam o código do Bitcoin e armazenam uma cópia de todos os blocos e transações.
Figurativamente falando, um blockchain pode ser pensado como uma coleção de blocos. Em cada bloco há uma coleção de transações. Como todos os computadores que executam o blockchain têm a mesma lista de blocos e transações e podem ver esses novos blocos de forma transparente à medida que são preenchidos com novas transações de Bitcoin, ninguém pode enganar o sistema. Ou seja: ele é pensado para ser extremamente seguro.
Os saldos dos tokens Bitcoin são mantidos usando “chaves” públicas e privadas – longas sequências de números e letras vinculadas por meio do algoritmo de criptografia matemática que os cria.
- A chave pública, comparável a um número de conta bancária, serve como um endereço publicado para o mundo e para o qual outros podem enviar Bitcoin.
- A chave privada, que é como uma senha de banco, deve ser mantida em segredo e usada apenas para autorizar transmissões de Bitcoin.
Elas também não devem ser confundidas com uma carteira Bitcoin, que é um dispositivo físico ou digital, que faz a custódia das chaves, facilita as transações de Bitcoin e permite que os usuários rastreiem a propriedade das moedas. O termo “carteira” é até um pouco ilusório – porque a natureza descentralizada do Bitcoin significa que ele nunca é armazenado em uma carteira, mas sim distribuído em uma blockchain.
Tecnologia peer-to-peer: o que significa?
O Bitcoin é uma das primeiras moedas digitais a usar a tecnologia peer-to-peer (P2P) para facilitar pagamentos instantâneos.
“Tá, mas e aí, o que isso significa na prática?”
Bom, vamos traduzir. Quem é Gen Z não vai nem entender, mas lembra quando você tinha que usar o Napster ou o Kazaa para baixar músicas e colocar no seu MP3? Isso é apenas um exemplo da tecnologia P2P.
O peer-to-peer (ou ponto a ponto, em bom português) é um tipo de construção de redes de computadores onde cada um dos pontos funciona tanto como usuário quanto como servidor. Isso permite que compartilhem serviços e dados sem precisar de um servidor central. Uma rede peer-to-peer pode ser usada para enviar músicas, vídeos, imagens, dados – ou seja, qualquer coisa em formato digital. Um exemplo de transmissão de dados P2P são os Torrents.
Desta forma, Bitcoin e outras criptomoedas operam de forma diferente da moeda tradicional e sem intermediários do sistema financeiro. Isso significa que dois indivíduos, mesmo morando em países diferentes, podem enviar BTC um para o outro sem precisar de um banco ou de uma empresa de remessa internacional – já que eliminam a necessidade de terceiros. É como fazer um PIX sem precisar do banco!
E o que é mineração de Bitcoin?
A mineração de Bitcoin é o processo pelo qual o Bitcoin é colocado em circulação. Geralmente, a mineração requer a resolução de quebra-cabeças computacionalmente difíceis para descobrir um novo bloco, que é adicionado ao blockchain.
A mineração de Bitcoin adiciona e verifica registros de transações em toda a rede. Os mineradores são recompensados com uma quantia em Bitcoin, e essa recompensa é reduzida pela metade a cada 210 mil novos blocos – em um processo chamado de halving.
Uma variedade de hardware pode ser usada para minerar Bitcoin. No entanto, alguns rendem recompensas mais altas do que outros. Certos chips de computador, chamados de circuitos integrados específicos de aplicativos (ASICs), e unidades de processamento mais avançadas, como unidades de processamento gráfico (GPUs), podem obter mais recompensas. Esses elaborados processadores de mineração são conhecidos como “plataformas de mineração”.
- Um Bitcoin é divisível por oito casas decimais (100 milionésimos de um bitcoin), e essa menor unidade é chamada de Satoshi. Se necessário, e se os mineradores participantes aceitarem a mudança, o Bitcoin poderá eventualmente ser divisível para ainda mais casas decimais.
Quantos Bitcoin existem?
Os indivíduos e empresas independentes que possuem o poder computacional governante e participam da rede Bitcoin – os famosos “mineradores” – são responsáveis pelo processamento das transações no blockchain. Suas motivações são recompensas, como o lançamento de novos Bitcoins, e taxas de transação pagas em Bitcoin.
Esses mineradores podem ser considerados a autoridade descentralizada que reforça a credibilidade da criptomoeda. Novos bitcoins são liberados para mineradores a uma taxa fixa, mas decrescente periodicamente:
- Existem apenas 21 milhões de Bitcoins que podem ser minerados no total.
- Em novembro de 2021, existiam mais de 18,875 milhões de Bitcoins – e menos de 2,125 milhões de Bitcoins restantes para minerar.
Perguntas mais frequentes sobre Bitcoin
Aqui, organizamos e respondemos algumas das principais dúvidas sobre essa criptomoeda que tá todo mundo de olho:
O Bitcoin funciona como forma de pagamento?
A moeda pode sim ser aceita como meio de pagamento para produtos vendidos ou serviços prestados. As transações podem ser feitas de algumas formas diferentes, como com o terminal de hardware necessário ou o endereço da carteira por meio de QR Code ou aplicativos. Lojas e negócios online também podem facilmente aceitar Bitcoin, e o esperado é que ele se popularize como forma de pagamento nos próximos anos.
Você sabia? El Salvador se tornou o primeiro país a adotar oficialmente o Bitcoin como moeda legal em junho de 2021.
Como posso comprar Bitcoins?
Como qualquer outro ativo, o princípio de comprar na baixa e vender na alta se aplica ao Bitcoin. A maneira mais popular de acumular a moeda é comprando – e você pode fazer isso de diferentes formas. Exchanges, fundos de índice (ETFs) de criptomoedas e fundos de investimentos do setor são algumas das mais comuns.
No caso da exchange, você precisa escolher alguma e abrir uma conta. Seu investimento mínimo para a compra de Bitcoin depende de cada corretora – mas geralmente é a partir de R$50.
Os ETFs de criptomoedas podem ser negociados diretamente na Bolsa de Valores, como uma ação. Para isso, você precisa abrir uma conta em alguma das corretoras de valores existentes no Brasil – mas lembre-se que você terá de pagar taxas!
Já os fundos de investimentos, que alocam recursos na criptomoeda, também podem ajudar você a começar. Em 2021, havia 21 opções de fundos do tipo regulamentadas no Brasil.
E na forma P2P, a mais simples e sem intermediários, você compra Bitcoin diretamente de outra pessoa. Mas tem que ter cuidado para não cair em golpe! Existem plataformas para fazer isso, como a Binance e a LocalBitcoins.
Existem riscos de investir em Bitcoin?
Para alguns especialistas, o Bitcoin é praticamente o investimento de maior risco e maior retorno que você pode fazer. Isso por conta de:
Riscos regulatórios: a falta de regulamentos uniformes sobre Bitcoin (e outras moedas virtuais) levanta questões sobre sua longevidade, liquidez e universalidade.
Riscos de segurança: ao contrário da mineração, as trocas de Bitcoin são totalmente digitais e, como em qualquer sistema virtual, correm o risco de hackers, malwares e falhas operacionais. Se um ladrão obtiver acesso ao disco rígido do computador de um proprietário de Bitcoin e roubar sua chave de criptografia privada, ele poderá transferir o Bitcoin roubado para outra conta.
Riscos de fraude: fraudadores e golpistas podem tentar vender Bitcoins falsos, então todo cuidado é pouco! Por exemplo, em julho de 2013, a SEC moveu uma ação legal contra um operador de um esquema de pirâmide relacionado ao Bitcoin. Também houve casos documentados de manipulação de preços do Bitcoin, outra forma comum de fraude.
Riscos de mercado: como em qualquer investimento, os valores do Bitcoin podem flutuar. De fato, o valor da moeda sofreu grandes oscilações de preço durante sua curta existência. Por exemplo: o preço do Bitcoin caiu 61% em um único dia em 2013, enquanto o recorde de queda de preço em um dia em 2014 foi de 80%.
O preço mais alto de todos os tempos do Bitcoin, atingido em 10 de novembro de 2021, foi de $68.990.
Assim como tudo na vida, uma boa dose de estudo e cautela ajudam muito a não se meter em problemas – e principalmente a não fazer investimento furado! E aí, ficou com alguma dúvida? Conta aqui para a gente nos comentários!