A conversa de Satoshi Nakamoto com a Inteligência Artificial
PUBLICADO EM 2 de junho de 2023
POR cptnadm
Um bate papo hipotético entre o criador do Bitcoin e o ChatGPT trouxeram insights interessantes sobre a função da moeda e seu futuro. Vem entender!
Você já imaginou como seria incrível um papinho entre o criador do Bitcoin e uma das ferramentas de inteligência artificial mais usadas no mundo hoje? O Allex Ferreira já! Em um artigo fictício intitulado “Satoshi Nakamoto vs. IA: explorando o futuro do Bitcoin”, o autor busca algumas respostas sobre a criptomoeda mais famosa e valiosa do planeta em um debate entre Satoshi Nakamoto e o ChatGPT.
Afinal, qual o papel dos governos em tudo isso?
Como o anonimato de Nakamoto afetou o desenvolvimento do Bitcoin?
Quais são as ameaças e desafios no futuro das moedas digitais e sistemas descentralizados?
É, a gente sabe que bateu a curiosidade por aí também! Por isso, a gente separou aqui os principais pontos de toda essa conversa. São pontos bastante interessantes, e acreditamos que eles possam levantar debates bem enriquecedores. Lembrando que, no caso, essa conversa foi inteiramente criada pelo seu autor — ele não entrevistou o sr. Satoshi, infelizmente. Essa a gente fica devendo.
Simbora?
Onde entram os governos no Bitcoin?
A entrevista começa já com uma ótima pergunta para Satoshi, que sempre foi crítico à forma como o governo controla o dinheiro. O moderador questiona qual sua visão em relação ao papel dos governos em um mundo dominado pelo Bitcoin. De acordo com ele, a ideia da criptomoeda era justamente tirar essa gestão das mãos dos governantes, dando mais autonomia, transparência e liberdade para a população.
Os governantes ficariam então mais livres para se preocupar com outras questões mais importantes, como fornecer serviços essenciais de qualidade aos cidadãos. Parece bom, né?
A IA, no entanto, vem com um contraponto: como (ou quem, nesse caso), sem o governo, haveria uma boa garantia de que o sistema não seria usado de forma indevida? Nesse caso, a regulação do mercado e a proteção dos usuários estaria em risco — de forma que se tornaria insustentável à longo prazo.
Satoshi, então, afirma que “o protocolo do Bitcoin foi projetado para ser seguro e auto-regulável”. Caberia então aos próprios usuários e desenvolvedores encontrarem formas de mitigar esses riscos, enfrentar esses desafios e se assegurar de que tudo está nos conformes, digamos assim. Mas ele também disse uma coisa bastante interessante: que a descentralização não necessariamente significa uma ausência de leis, apenas uma alternativa aos sistemas centralizados tradicionais.
Pontos positivos e negativos do anonimato de Nakamoto
Logo em seguida, o papo tomou outro rumo e rolou aquela perguntinha que não que calar: por quais motivos o Nakamoto não dá as caras por aí?
Bom, segundo ele, foi justamente para que sua imagem não fosse indevidamente ligada ao Bitcoin, de forma que a sua figura acabasse servindo como uma “centralização”. O anonimato, para o criador do Bitcoin, seria essencial justamente para que ninguém influenciasse indevidamente esse sistema.
Então, a IA rebate que, embora tenha sido uma intenção bastante nobre, na prática, a falta de uma figura mais “central” acabou prejudicando o Bitcoin, que não tem nenhuma liderança clara. Além disso, tudo isso gerou uma onda de mitos e boatos ao redor da possível identidade de quem o concebeu que fez mais mal do que bem.
E aí?
Satoshi responde, pleníssimo, que a comunidade do Bitcoin faz um ótimo trabalho e avança mesmo sem uma liderança. E que, por reforçar o maior princípio da cripto, que é justamente a descentralização, seu anonimato serviu perfeitamente ao próposito.
Riscos possíveis em um futuro próximo
Embora revolucionária, a tecnologia que sustenta o Bitcoin tem enfrentado muitos desafios. Mas Satoshi Nakamoto não acredita que isso significa que ela tenha fracassado — apenas que está em desenvolvimento e adaptação. No meio desse caminho, o ChatGPT destacou a computação quântica, que, segundo a IA, “representa uma ameaça significativa à segurança da rede Bitcoin, podendo quebrar os algoritmos criptográficos que a sustentam”.
Satoshi concorda que esse seja um grande risco, mas acredita que o próprio protocolo Bitcoin tem armas mais do que suficientes para se adaptar e se blindar dessa ameaça. De acordo com ele, os próprios desenvolvedores já estão pesquisando e implementando novos algoritmos criptográficos que resistam mais a esses ataques.
Outro ponto abordado foi o impacto ambiental da mineração, que ainda é bastante alto devido aos gastos de energia envolvidos na atividade. Para o pai do Bitcoin, a resposta é justamente explorar mecanismos de consenso mais eficientes energeticamente, como a Prova de Participação. Mas que ainda é necessário analisar pontos positivos e negativos dessa troca — já que ela também acarretaria um nível mais alto de centralização.
E quanto às CBDCs e stablecoins, reduziriam elas a importância do Bitcoin? Na opinião de Nakamoto, não. Isso porque, embora sejam um desenvolvimento interessante no que diz respeito às moedas digitais e suas tecnologias, elas são fundamentalmente diferentes do Bitcoin. Isso justamente por conta de sua natureza centralizada e do nível de controle que governos e instituições financeiras exercem sobre elas.
“O Bitcoin continuará a oferecer uma alternativa a esses instrumentos, fornecendo descentralização, resistência à censura e liberdade financeira. Enquanto houver demanda por essas qualidades, o Bitcoin terá um lugar no cenário financeiro global.”
Qual a real escalabilidade dessa rede?
Outra pergunta levantada pelo moderador da conversa hipotética foi justamente sobre o aumento dos blocos, que acomodariam mais transações e melhorariam a escalabilidade dessa rede. Mas, para Nakamoto, essa questão envolve coisas batsante complexas e, por isso, pode ser difícil de detalhar.
Isso porque, para ele, aumentar o tamanho do bloco pode melhorar o throughput de transações da rede, mas também pode significar uma maior centralização. Afinal, menos nós poderiam participar do processo de validação nesse caso. Por isso, é fundamental encontrar formas de equilibrar a escalabilidade e a descentralização, para que o próprio objetivo do Bitcoin não se perca em favor de uma maior facilidade ou agilidade nas transações.
Ele também afirma acreditar que os usuários possam (e devam) explorar outras soluções, incluindo tecnologias de escalonamento off-chain, como a Lightning Network, para enfrentar esse desafio.
E a reputação do Bitcoin, como fica?
Outra pergunta que achamos bastante interessante foi feita pelo ChatGPT: como Satoshi sente que o uso do Bitcoin para fins escusos, como esquemas de enriquecimento rápido e até mesmo terrorismo digital, pesa na reputação da moeda?
Nakamoto responde que é desanimador ver que o Bitcoin foi usado para fins como esses, mas que qualquer nova tecnologia pode ser mal utilizada. O mesmo acontece com a internet de uma forma geral, que é utilizada de forma negativa por milhares de usuários ao redor do mundo — e que já prejudicou pessoas de forma irriversível por isso.
Então, a Inteligência Artificial questiona se regulamentações mais rigorosas e uma supervisão governamental não poderiam ajudar a mitigar esses problemas e promover um uso mais saudável, digamos assim, do Bitcoin na sociedade.
Mas Satoshi explica que, em sua visão, uma super-regulamentação pode sufocar a inovação e minar os princípios de descentralização e liberdade financeira. Por isso, para ele, a resposta é o equilíbrio e o uso responsável da tecnologia por seus próprios usuários.
E aí, gostou dessa entrevista? A gente sabe que ela é ficcional, mas achamos bem interessante a maneira como ela foi conduzida e ficamos refletindo bastante sobre os pontos levantados.
Conta pra gente qual foi a parte que mais chamou sua atenção, e não esqueça de ler a entrevista completa. Nos segue lá no Instagram pra acompanhar tudinho, e mande seus comments, parça!